24.3.11

23.3.11

Antes e depois do sexo

Antes do sexo, cada um ajuda o outro a ficar nu.

Depois do sexo, cada um veste-se sozinho.

Moral da história? Na vida, ninguém te ajuda depois de estares fodido!

22.3.11

Sabores de infância

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Este fim de semana redescobri o tulicreme. Por instantes, fiz uma viagem no tempo em que tinha outra vez oito anos e me deliciava com pão com tulicreme e maçãs amarelas, ora uma dentada no pão ora uma dentada na maçã, assim tudo ao mesmo tempo que era como sabia melhor. Lá em casa não havia a finura do fiambre para fazer sandes e tinha a mania que não gostava de queijo, portanto as alternativas dos lanches do colégio eram o pão com tulicreme, manteiga ou marmelada. E ninguém reclamava. E também não havia nutellas que era muito cara. Claro que aproveitava sempre a distração da mãe para meter o dedo no tulicreme, só um bocadinho, mesmo para fazer o gosto ao dedo.

A par com o tulicreme, vieram-me á memória outros produtos que estão diretamente ligados á minha infância. Curiosamente, ainda existem todos.

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O caprisonne, de laranja, claro.  Lembro-me bem que o caprisonne fazia parte daqueles dias de Verão mesmo muito quentes em que, á falta de se poder ir mais longe, se dava um passeio a pé até á linha do caminho de ferro e, olhando o horizonte, se conseguia ver o ondular do calor fazendo parecer que o chão se evaporava. Ás vezes, quando a minha mãe não fazia assim tanta questão de apenas alimentar os filhos com os produtos mais saudáveis, lá me mandava um caprisonne em vez de um compal tutti-frutti no almoço para a excursão. Caprisonne e batatas fritas de pacote, mas daquelas tipo caseiras que as outras fazem mal. Era uma festa!

O caprisonne pode não ser o sumo mais saudável ou saboroso do mundo, mas mim sabe-me pela vida, pelas memórias da criancice, pelas brincadeiras, sabe-me a calor e a Verão. E sempre achei piada á embalagem mole e mal jeitosa.

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Por último, a farinha 33. O que eu gosto desta papa!!! Tenho sempre em casa e mal o pacote vai a meio passa logo para a lista das compras. Livra de faltar farinha 33! A embalagem é a mesma desde que me lembro e na prateleira da mercearia é muito fácil de identificar. Sim, esta papa tem piada não só porque tem este aspecto assim para o vintage (que tanto está na moda) como não se encontra em todo o lado, só em alguns sítios específicos como as mercearias de bairro.

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Já me esquecia!!! Então e o epá, pá?

Pois, o epá também tem aquele saborzinho de Verão. O epá era fixe por ter pastilha. Era tipo um dois em um. Quando tinha direito ao epá, era como se tivesse direito a duas guloseimas em vez de uma só. E fixe mesmo era quando calhava a pastilha azul que pintava a língua. As pastilhas é que continuam tão mazinhas como a pastilha gigante e super dura que mais parecia que deslocávamos os maxilares a trincá-la.  Ainda hoje é um dos meus gelados preferidos. A diferença é que em vez de ficar a mastigar a pastilha horas a fio porque era fixe, deito-a fora assim que perde o sabor. O que acontece uns cinco segundos depois de a pôr na boca.

 

Cat

21.3.11

No Dia da Primavera

Nem de propósito, a minha orquídea Tigresa desabrochou.

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20 de Março 2011

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21 de Março 2011

As outras seis orquídeas estão todas em botão. 

E ainda há esta:

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Cat Alegre

20.3.11

Plano de Estabilidade e Crescimento

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Já estivemos mais longe…

17.3.11

Do Silêncio

Prezo muito o silêncio, o sossego. Prezo muito o silêncio em minha casa. É como penso melhor, no meu espaço, no meu ambiente, no meu silêncio. Fluem os pensamentos á velocidade da luz, tão rápido que não consigo apanhá-los, escapam-se-me qual areia ao vento.

Gosto do silêncio. Mas não gostava de viver isolada para ter silêncio. Gosto de saber que tenho tudo o que preciso á mão, á distancia de uma caminhada ou de uma viagem de autocarro. Por isso me chateiam os vizinhos que, gostando do barulho, o oferecem aos outros, a maior parte das vezes em forma de música. Aquela música cujo ritmo se entranha nas paredes e fibras do prédio ressoando e ressoando causando uma vibração incomodativa, e eu que estou sossegada e tranquila levo com aquele stunk stunk stunk que me mexe com os nervos.

Se eu não os incomodo com o meu silêncio, porque têm de me incomodar com o barulho deles?

 

Cat

14.3.11

Da TV e dos Noivos

A TV tolda-nos o raciocínio. Amachuca-nos os neurónios qual folha de papel inútil. Deixamos de pensar, de refletir, de imaginar, perdemos criatividade e emoção. Impregna-nos de mensagens ocas, de vidas de não são nossas, guiando-nos para universos despojados de sentido, de objetivo. Pregamos os olhos na TV e mal nos apercebemos que quase tudo o que existe é tão pobre e que de uma assentada nos empobrece o espírito.

Como tal, e como ontem estava muito frustrada com a programação televisiva, desisti e pus a imaginação a funcionar. Devagarinho é certo, que isto de estar em casa meses a fio é pouco estimulante mas de uma assentada consegui desenhar três vestidos de noiva completamente diferentes. Todos destinados a uma amiga que diz que não há-de encontrar um noivo enquanto eu não lhe desenhar um vestido. Não seja por isso, com três esboços á escolha ainda lhe aparecem três pretendentes! Certo é que se ela um dia escolher um destes ou outro que espero vir a desenhar, ficarei obviamente inchada de orgulho. Ainda me convida para madrinha. Ai…

 

Cat

13.3.11

Da TV

Uma pessoa tem quatro canais nacionais e diz que não há nada que preste na TV. As notícias são deprimentes. Os programas de entretenimento são ocos e desinteressantes. Uma pessoa põe TV cabo e é a mesmíssima coisa. Tristeza.

 

Cat

Do dormir

Gosto de dormir acompanhada. Penso que isto vem da minha infância. Em criança dividia a cama com a minha irmã. O meu pai trabalhava por turnos e passava muitos dias seguidos sem o ver, com os horários todos trocados da família. Era normal, assim que o apanhava uma noite em casa, enfiar-me na cama com ele e receber aquele miminho de pai, o quentinho dele enroscadinha nos seus braços com toda a sensação de proteção que me davam. Já adolescente, por duas ou três vezes obriguei o meu irmão a dormir comigo por estar cheinha de medo dos filmes de terror que insistia em ver com ele, enfiando-me na sua cama. Ele todo contrariado, claro.

É por isto que acho que gosto de dormir acompanhada e como tal não acontece tanto quanto gostaria, em muitas noites de inverno tenho o consolo de um saco de água quente. Sim, o saco de água quente simula o calorzinho de um corpo carinhoso ao meu lado, preenche um espaço vazio, dá o aconchego de um bater de coração encostado ao meu.

Até a minha gata gosta do saco de água quente. Gosta tanto que esta noite fez o favor de o furar. Em cima da cama, claro. Alegria.

 

Cat

1.3.11

Da escrita

Há cinco meses que estou em casa, porque não escrevo mais? Porque não sei. Não sei escrever mais do que aquilo que escrevo. É pouco, eu sei. Mas eu não sei escrever sobre coisinhas. Porque as coisinhas não me dizem nada e eu só sei escrever sobre aquilo que me diz alguma coisa. Podia aprender, pois podia. Mas, sinceramente, de que me interessa escrever sobre sapatos, roupas, os Óscares ou a fantástica vida dos outros? Mais depressa escrevia sobre como mudar um pneu de um automóvel que experiência não me falta. Nem a mudar nem a arranjar quem o faça, que isto de ter um sorriso pepsodent às vezes dá jeito.

Podia dedicar-me a fazer pesquisas e encher o blog de posts de fotos de gente supostamente gira e feliz e mandar duas larachas para o ar e falar do bom ou mau gosto de cada um, como se o meu gosto fosse a bitola regente, e imaginar que estava a fazer algo de útil, quanto mais não fosse ia dando vida ao blog e em vez de ter três textos num mês teria uns trinta, que isto já se sabe, quanto mais se escreve e quanto mais animado é o blog mais leitores se tem, e deixemo-nos de coisas, que ninguém gosta de escrever para as moscas, todos gostamos que nos leiam. Mas não. Não sei nem quero fazer isso. Pode ser que um dia me escorra o fraco imaginário para aí mas até ver, não.

Podia escrever mais sobre o que têm sido os últimos cinco meses, em casa. Podia pegar nos textos que estão escritos em jeito de diário e colocá-los aqui na esperança que pudessem ajudar alguém, mas nem isso me apetece. Porque, numa antevisão do futuro, não me vai agradar sentir que corrompi o meu blog com textos de matéria mais para o deprimente; mesmo que a mensagem seja positiva, o tom não deixa de ser demasiado sério e pesado. E iria sempre fazer-me lembrar de uma fase má, dolorosa e que, se pudesse, preferia esquecer. Sempre fui assim. O que lá vai, lá vai. Não gosto de pensar sobre o passado, nem revê-lo. E quando tudo isto passar, não vou querer reler sobre a pior altura da minha vida. Sentir que ali está ela toda escarrapachada em letras pretas, como se pudesse voltar para me assombrar. Da mesma forma que, apesar de ter o objectivo pessoal de um dia escrever um livro (mas um livro de jeito, interessante, com uma mensagem a reter, um livro que seja muito mais do que uma capa bonita, um livro que tenha uma história que seja uma influência, que motive e dê inspiração, coisa que só deverei saber fazer quando já tiver uma certa idade sabedora pois ainda tenho tanto que aprender) acho que nunca serei capaz de escrever sobre a minha realidade actual. O mais provável será um dia rasgar tudo o que escrevi e não publiquei. Tal como fiz com as dezenas de vestidos de noiva que desenhei.

 

Cat

Um dia

vou ao Carnaval do Rio.

 

13.2.11

Vaginas Temperamentais

Uma mulher bela e elegante sai de um bar com uma enorme bebedeira. Caminha em direcção do seu automóvel, um BMW novíssimo e, com a chave, tenta abrir a porta mas o seu estado alcoólico não o permite. Quando se baixa um pouco para se aproximar da fechadura acaba por cair e ficar sentada de pernas abertas ao lado da porta. Desesperada com a situação, olha para baixo e reparando que não tem cuecas começa a falar com a sua própria vagina:

- Tu pagaste o carro... tu pagaste as jóias... tu dás-me tanto dinheiro.... tu permites que escolha o homem que me apetecer...  tu pagas a casa que comprei... tu...

De repente começa a urinar-se e diz:

- Não precisas de chorar que eu não estou zangada contigo!

12.2.11

Há uns dias atrás fui ao sapateiro buscar duas malas que tinha posto a arranjar. Distraída com a conversa, só mais tarde me dei conta que apenas tinha trazido uma pelo que tive que voltar á oficina. Como já não tinha o talão de levantamento, tive que descrever ao senhor que a mala era pequena, preta com tachas cor de prata á frente, de forma rectangular e alça em corrente. Á medida que ia descrevendo a mala o senhor ia apresentando tudo quanto tinha em stock, malas gigantes e horrorosas, em nada parecidas com a minha mala, e eu a insistir que tinha a alça em corrente, era inequívoco pensava eu e enquanto isso perguntava-me se o homem era surdo.

Mais tarde este episódio fez-me pensar. Há pessoas que têm uma grande capacidade de não ouvir os outros. Posso restringir esta observação ao ser masculino e dizer que os homens são exímios em não ouvir as mulheres, quer sejam as mães ou as companheiras. Claro que as mães mais facilmente desculpam os seus meninos pela “surdez” mas às companheiras é mais difícil fazê-lo, pois esta “surdez” normalmente implica não fazerem algo que elas pediram que fizessem, muitas vezes coisas simples como abrir as janelas ou pôr carne a descongelar para o jantar, o que se for repetido transmite o claro sentimento de que afinal não de pode contar com aquele homem para nada. Parece radical mas é logo o que vem á cabeça de uma mulher, que não se pode contar com ele para nada, mesmo que o nada seja algo aparentemente tão insignificante como abrir as janelas. Por outro lado esta “surdez” leva a que os homens não se dêem conta dos pequenos “recados” que se vão soltando, sejam dicas de presentes de aniversário (fazendo-nos o favor de oferecer coisas que nada têm a ver com o que gostamos, o que é ainda mais grave pois ficamos com o terrível sentimento de que afinal não nos conhecem e se calhar até temos razão), ou sítios que gostávamos de visitar.

Mas restringir este comportamento aos homens é redutor, e injusto. Há mulheres que também o fazem com uma certa facilidade. Sinceramente, quase que as invejo. Porque têm uma vida muito mais descansada concentrada no seu próprio umbigo, tomam conta apenas das suas próprias coisas, vivem quase em exclusividade para si próprias mesmo que tenham um companheiro, o que quer dizer que não querem saber se ele tem todas as meias rotas no dedo grande, se os iogurtes já expiraram a validade há um mês ou se o Benfica joga no mesmo dia em que marcou mesa num restaurante concorrido.

Tudo isto me deixa com uma pergunta em aberto, até que ponto sofremos todos de um certo grau de, digamos, distracção, ou simplesmente não queremos saber? Até onde pode uma relação resistir em qualquer um destes ambientes?

Cat

1.2.11

Diário de um Linfoma IV - Da luta

Sim é muito duro, é difícil, há dias maus que me fazem questionar se aguento, até onde aguento e depois respondo a mim própria “mas que raio de pergunta?,  onde está a tua fé?, é claro que aguentas, tens mais coragem dentro de ti do que medo da fraqueza e se te apetecer chorar chora, se te apetecer desesperar um bocadinho desespera, mas a teimosia é a tua melhor aliada, nada te derrubará, no teu dicionário não existe a palavra impossível!” 

Relatório do último exame: ausência de doença linfomatosa.

Feliz, feliz!!!

Cat

 

20.1.11

Escreve o escritor todos os dias duas ou três palavras, ou mil palavras seguidas ou atropeladas por outras palavras ou pensamentos ou imagens, e na urgência de escrever esquece-se o escritor da palavra que vinha atrás para não se esquecer da palavra que vinha a seguir, e de tanto não querer esquecer-se de todas as palavras deseja o escritor ter quatro mãos para melhor e mais depressa escrever tudo o que ao seu pequeno e por vezes preguiçoso cérebro surge, e ao desejá-lo mais palavras urgem, ilumina-se a ideia, é urgente pô-la em papel que o escritor nem sempre confia no seu fiel computador, não, para lá só vão as palavras no fim de estarem todas construídas, bem alinhadas, com a lógica e semântica a ampará-las. E de não lhe chegar a capacidade de escrever tudo, porque até a dormir queria poder esticar a mão para a esferográfica e deixar escorrer cada uma das palavras que lhe inundam os pensamentos, pois sabe que nem nesse estado está o cérebro desligado, vêm-lhe as ideias todas de supetão e o que há-de fazer? Talvez venha o tempo em que baste pensar para as palavras aparecerem escritas, mas ele sabe que esse tempo não será o seu. Nesse tempo já terá ele escrito todas as palavras que lhe foram autorizadas pelo respeito que lhes tem, sem a possibilidade de escrever mais porque se esgotou o tempo mas as ideias, essas que ficaram por escrever, não, porque sabia o escritor, embora muitas vezes o tivesse esquecido, que quando o escritor escreve, entrega-se, dá de si, dá-se, até que se esgota e esvazia como um balão a quem é tirado o ar, voando levado pela falta que as palavras já não lhe fazem, até que um dia regressa para dar de si novamente porque pode tudo esgotar-se mas nunca as palavras. E isto pensa o escritor sentado na sua poltrona vermelha que tanto estima por ter sido refúgio de muitas horas de palavras escritas e ainda assim de aparência insuficiente, pois a seguir a essas já vinham outras que queriam passar á frente porque pode tudo esgotar-se mas nunca as palavras. E assim escreve o escritor, palavra após palavra como se nunca ninguém as tivesse dito e ele, na sua primária ignorância, as possuísse e libertasse qual sumidade.

Cat

10.1.11

Thoughts of my own

As dificuldades fazem-nos crescer, ser lutadores, ter fé. As facilidades fazem-nos não saber dar verdadeiro valor ao que se tem.

 

Cat

7.1.11

Pensamento do dia (ou da noite)

 

"Quando uma mulher fica grávida, as amigas fazem-lhe carícias na barriga e dizem “Parabéns!!!”, mas ninguém apalpa os tomates do marido e diz “Excelente trabalho!!!”.

Que injustiça!

:D :D :D

4.1.11

Insomnia…again

Desta vez foi um pouco mais tarde, menos mau, mas mesmo assim acordar ás 5h40 e não conseguir dormir mais, somando dores nas costas, não é a melhor maneira de começar o dia, mesmo que o dia seja maioritariamente passado em casa e possa repor as horas de sono perdido quando me apetecer. Fico mole, preguiçosa, não me apetece mexer uma palha e não é por ter falta de coisas para fazer. Olho para a roupa por passar e ferro e penso “deixa-te estar aí que ainda não é hoje que preciso de ti”. Preciso de fazer umas pesquisas e tratar umas fotos e é tudo tão lento… É uma da tarde e ainda estou de pijama, é muito mau sinal.

 

Cat

31.12.10

Cena dos Nomes

 

Logo à noite vai ser assim, em casa, com os amigos.

Feliz 2011 para todos!

 

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Cat